Não sei

Não sei quantos caminhos já andei, quantas vezes parei em árvores frondosas pra proar de sua sombra e degustar de seus frutos. Não lembro de quantos lagos já provei da água e de quantas pedras atirei lá dentro na esperança de ver o tempo passar. Não me recordo de quantos sóis já vi se por e muito menos quantos vi nascer. Não me detenho em pensar em quantos corações já me abriguei de chuvas e trovoadas, em quantos casebres me exilei na busca de paz. Não faço ideia de quantas vezes fiz fogueiras dos meus sentimentos pra que a fumaça levasse toda e qualquer lembrança sua que eu ainda teimava em guardar, mas por incrível que pareça, elas continuavam guardadas no mesmo lugar de sempre, naquela caixinha preta em cima do armário empoeirado.

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