Mãe
Quando a primeira molécula de oxigênio tocou meu organismo e a vontade súbita de chorar e espernear, tu estavas ao meu lado, segurando aquele amontoado de carnezinhas sujas de sangue chamadas mãos. Quando as noite eu não chorava tu, no ato mais puro de cuidado, me acordavas pra saber se eu estava vivo, me amavas, simplesmente me amavas. O que antes era uma bolinha de carne rosada que chorava quando tinha fome, foi crescendo e se tornando um menininho sapeca. Os anos foram se passando e tu sempre ao meu lado, não importava a circunstancia, mesmo nas atribulações, nos meus erros e acertos, ali estavas tu, sempre com o colo quente a me ofertar carinho! Na minha mão segurava tão amavelmente quando estava com medo ou triste, e por alguns instantes me fazia pensar que eu podia retribuir a atenção e o carinho. Sempre se mostrou a dama de bronze, onde nada nem ninguém poderia atingir, mas no fundo não passava de uma rosa frágil e sem espinhos. Mãe, eu juro que não sei o que eu faria e o que eu...