NãO!
Não sei quantos caminhos já andei, quantas vezes parei em árvores frondosas pra proar de sua sombra e degustar de seus frutos. Não lembro de quantos lagos já provei da água e de quantas pedras atirei lá dentro na esperança de ver o tempo passar. Não me recordo de quantos sóis já vi se por e muito menos quantos vi nascer. Não me detenho em pensar em quantos corações já me abriguei de chuvas e trovoadas, em quantos casebres me exilei na busca de paz. Não faço ideia de quantas vezes fiz fogueiras dos meus sentimentos pra que a fumaça levasse toda e qualquer lembrança sua que eu ainda teimava em guardar, mas por incrível que pareça, elas continuavam guardadas no mesmo lugar de sempre, naquela caixinha preta em cima do armário empoeirado. Tantas vezes busquei na beira do ria, lavar minhas mãos das marcas deixadas por ti, quantas vezes busquei artifícios que arrancassem você de dentro do meu coração, mas em vão. Da ultima vez que tentei, entrei num coma, num coma profundo de onde nunca mais sair, num coma que jamais sairei ao menos que tu venhas, e seja injetado novamente nas minhas veias que necessitam de ti para me fazerem sobreviver, precisam de ti como um remédio raro e caro que não pode ser encontrado em qualquer farmácia e que não há dinheiro no mundo que possa comprá-lo!
Espero mesmo do fundo de mim, que um dia eu acorde e que essa necessidade passe, pois depender de você pra viver é simplesmente uma grande tortura na vida.
João Paulo Pantoja Braga
Para: Os amores do passado
Espero mesmo do fundo de mim, que um dia eu acorde e que essa necessidade passe, pois depender de você pra viver é simplesmente uma grande tortura na vida.
João Paulo Pantoja Braga
Para: Os amores do passado
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