Visita
Quanto mais eu procurei, menos encontrei. No profundo abismo da solidão busquei algo que me confortasse, eis que do escuro inesperado do desconhecido, surge algo que enche meus olhos e fascina meu coração. Você me surge, como quem não quer nada, com o simples ato de me admirar. Por que me admiras? Te interrogo, pois sei que não sou obra de arte a ser admirada. Tu me responde que me admiras pelo que sou e represento pra ti. As palavras me soam tão carinhosas ao ouvido que me deixo embriagar pela melodia suave que é proferida de sua boca. Busco não me entregar ao desejo, ao simples e intenso desejo, mas o vazio que ha em mim precisa ser preenchido de qualquer jeito, a qualquer custo. O recente fantasma do meu amor doentio continua a me assombrar, e você me diz apenas pra ter calma, tudo na vida eh passageiro, e nós temos todo o tempo do mundo pra viver. Assim percebo que foi sempre a pressa que me afastou da felicidade, a pressa de alcançar aquilo que pra mim é inalcançável, a pressa de querer ser feliz, e foi essa pressa que me fez ter medo de admitir que não apenas apressado, mas também medroso. Um medo que não é humano, que também é espiritual, um medo que só diminui com a presença alegre da tua visita. Acho que agora posso dizer que não tenho pressa de encontrar a felicidade, pois ela me demonstra ser como o filho prodigo que busca a vida em outros campos mas um dia retorna a casa do pai arrependido da saída. E é dessa maneira que passarei a encarar a vida, como um grande palco a ser explorado num monologo denominado felicidade. espero caminhar ate o fim desta historia, mas que este fim seja distante, seja longínquo, seja perdido. Que não se torne rotina, mas que exista saudade saudável que tempera a vida como a deliciosa salsa que tempera o banquete que chamamos de viver.
João Paulo Pantoja Braga
para: A.B.
João Paulo Pantoja Braga
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