Sábado
Nos embalos de um carimbó, no remanso de brisa leve de um sábado qualquer. O programa era se divertir, esquecer das tristezas, celebrar a alegria, brindar a amizade. Nossos olhares se encontraram, nossos sorrisos dançaram juntos na batida dos tambores bem marcados, nossos corpos se sentiam, as vibrações da música faziam com que meu coração sentisse o bater do teu, o retumbe da marcação do compasso confundia-se ao êxtase daquele momento, estava envolvido, encantado. O suar que nos tocava exalava uma fragrância diferente, o cheiro da atração, não resistindo mais ao momento nossas bocas se encontraram e mais uma vez a música que ali tocava embalava a beleza de celebrar a alegria. Tudo era festa, tudo era diversão. Mais sorrisos se formavam e seus lábios quentes tocavam o meu. Não entendia o que meu coração queria dizer, era um sentimento diferente, era algo novo, ou algo que a muito tempo eu não sentia, mas era bom, era muito bom.
E quanto mais a música tocasse, mais nossos corpos se tocavam e mais ainda eu sentia a força do momento, estava preso, estava ali, despreocupado com tudo e principalmente com todos, estava apenas aproveitando o momento. A música, a alegria, a areia, a brisa mansa, eu, você, nossos amigos, a bebida, a dança, o momento, tudo casou em verdadeira harmonia trazendo para o real aquilo que muitas vezes só presenciei em livros que li, os mesmos que falavam de castelos, príncipes e bruxas.
Não sei o que estou sentindo, não sei quanto tempo vai durar, não quero pensar nisso agora, quero apenas lembrar que por umas horas da vida, vivi um sábado, vivi um conto, vivi uma história, vivi!
Para: E.B.
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