Ama-me!
Quando descobri em você o amor percebi que mais uma vez estava me deixando levar pelo sentimento que tantas vezes me fez mal. Quantas e quantas noites passei aqui a escrever sobre minhas lamúrias e meus momentos de dor sem fim por causa de pessoas que nem ao menos leram as palavras que aqui estavam.
Caminhei por longos percursos em busca de algo que me desse sentido à vida e nestas indas e vindas me deparei com você e com seu modo de amar. Me entregar novamente? Indaguei-me ainda com receio de cair nos braços verozes de um amor findável.
Deitei, dormi e sonhei, neste sonho você me apareceu lindo e veroz, seus olhos cor de mar me invadiam e alagavam meu ser de forma brutal, como a ressaca do mar de julho. Meu coração ja não suportava mais aquele sentimento que hora era paixão, hora desejo e por fim amor.
O que é o amor para aquele que nunca havia sentido isso? O que é o amor para aquele ja por demais sofrer por ele?
Não busco apenas respostas para meus questionamentos sem fim, apenas tento entender a mim mesmo de maneira a que seja simples e completo.
Quando tua boca toca na minha, recordo de todas as outras que beijei e lembro-me que em nenhuma delas encontrei o gosto que encontro na tua (o gosto da tua). Quando estou em teus braços, teu perfume se funde a tua carne me inebriando de forma entorpecente a modo de não me fazer perceber e pensar quem sou.
Quero que ao ler essas palavras não sintas apenas o arrepio da emoção, sinta cada expressão mais pura do amor, do meu amor que agora é teu amor.
Vem, ama-me, invade-me novamente ressaqueando meu coração com este mar de paixão eloquente que mesmo que água, incendeia meu ser e me transforma de maneira total. Vem, ama-me!
Para F.B às 03:31 do dia 03.01.2013

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