E por mais que eu procure eu nunca acho

Acordei nesta manhã querendo entender o que se passava em minha vida, querendo entender o que acontecia no mundo. Foi ai então que percebí que alguma coisa faltava dentro de mim, alguma coisa que ao mesmo tempo que me doía pela auxência, me atormentava pelo desconhecimento. Revirei gavetas, abri baús, cheretei em cada canto do meu eu externo edo meu mim interno e nada encontrei. Fiquei com aquela sensação estranha de estar procurando algo que nem ao menos sabia o que era. Deitei-me novamente e me perdi nos meus emaranhados de sonhos, lá sabia que para onde eu corresse eu sempre estaria seguro. Em determinado momento me deparei com uma porta nunca antes vista por mim, foi aqui que receoso e ao mesmo tempo curioso resolvi abri-la, e encontrei o que tanto procurava. O que mais eu temia era isso, encontrar algo que sempre esteve comigo, que sempre esteve ao meu lado, algo que eu sempre soube que era meu e que me pertencia, que estava comigo ao meu lado e que nunca me deixou. Ao retornar do maravilhoso mundo dos sonhos encontrei algo que se assemelhava a um bilhete meio desfocado em virtude do sono, abri e vi que com garranchos garrafais você me dizia que esteve por ali velando meu sono. Seu perfume ainda embebia o ar e definitivamente aquele vazia acabava de ser preenchido pela sua presença não vista por mim, mas sentida pelo meu coração. O nome do que eu mais procurava e não fazia ideia de onde encontrar é amor.

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